OS WATCHMEN VIGIAM A EBAL!

25.12.2018

>> Assim que as primeiras parciais de vendas da edição “A Piada Mortal do Coringa” chegaram em janeiro de 1989, a EBAL teve a comprovação de que sua estratégia comercial tinha gerado os resultados desejados, a Edição Monumental de Batman, lançada no dezembro anterior fora um sucesso.

 

A envolvente e intrigante trama conseguiu superar o êxito obtido com “O Cavaleiro das Trevas”, agradando não só os habituais leitores de quadrinhos como também o público em geral que tomou conhecimento através da grande imprensa que dedicou a ela críticas (nem sempre positivas) nas seções de cultura dos seus principais jornais.

 

Finalmente então, tinha chegado o momento propício para uma aposta editorial maior ainda, que consistia em uma minissérie revolucionária composta por 6 edições.

Investir numa publicação de abordagem adulta nunca antes vista, estrelada por vigilantes mascarados e um super-herói totalmente desconhecidos no Brasil, que habitam uma realidade que reflete de forma distorcida acontecimentos de nossa história contemporânea como a Guerra do Vietnã, o Caso Watergate e toda a paranoia existente em torno da Guerra-Fria com suas ameaçadoras bombas atômicas foi considerado muito arriscado pelos editores, poucos anos antes.

 

E por isso qualquer possibilidade de se trazer para o Brasil, WATCHMEN a maxi-série em 12 partes que mudou definitivamente o modo como as HQs eram vistas desde o alvorecer da indústria de comics foram pro fundo da gaveta.

 

Até porque seu lançamento ocorreu em 1986, justamente quando a editora re-estruturava suas publicações da DC; Mas um nome diretamente responsável pelo sucesso de “A Piada”, mudaria esse pensamento - Alan Moore, o roteirista britânico era o criador de ambas as histórias.

Por conta do sucesso de “A Piada” cuja abordagem adulta é fruto direto das inovações anteriores apresentadas em WATCHMEN, o Sr. Aizen resolveu aumentar ainda mais sua aposta editorial; A maxi-série seria vendida exclusivamente pelo sistema de reembolso postal.

 

Esse sistema de venda direta sempre foi exclusivo para publicação de álbuns ilustrados com cunho didático para crianças, muito elogiado por educadores e estudiosos. Em se tratando de quadrinhos, somente personagens com um histórico de longa data associado a editora como o Flash Gordon de Alex Raymond e o Príncipe Valente de Hal Foster tinham tido o privilégio de receber tal tratamento.

Além do que esse sistema ofereceria ainda a vantagem estratégica de se minimizar os custos iniciais evitando o risco futuro de encalhe, partindo de uma pequena tiragem, que poderia ou não ganhar reimpressões de acordo com a demanda puxada do público.

 

“Quem tem estrela, sempre brilha” é um ditado que acompanhou a trajetória do Fundador da EBAL; Pois não é que até o tempo que ele esperou para tomar a decisão de investir em WATCHMEN acabou contando ao seu favor?

Em 1987 ao participar da 13ª Edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême na França, ele teve contato com a edição de luxo da maxi-série lançada pela editora francesa Zenda, que re-imprimiu a série em 6 volumes, tendo encomendando, ao desenhista da trama - Dave Gibbons novas capas, onde eram apresentados logo de início os 6 personagens principais da trama, de forma destacada, combinando-os com dois cenários referentes a cada conteúdo, tudo pintado pelo colorista John Higgins.

Resgatando de seu acervo particular exemplares que trouxera consigo ao retornar para o Brasil, o Sr. Aizen encomendou ao Departamento de Arte novas capas que unissem o melhor de cada versão: Os grandes closes da original americana e os heróis solo destacados da francesa. E o resultado é justamente esse que vocês estão vendo agora, fruto de mais uma viagem imaginária da Batdeira.

 

Ao invés de reproduzir a mesma paleta de cores nos closes, dois tons de amarelo foram empregados. Os motivos foram dois, criar uma sensação de alerta constante, tal qual quando ficamos em frente ao um sinal de trânsito e aumentar o contraste com a presença colorida dos personagens. Nos versos de cada edição os demais closes foram centralizados em formato menor e unidos a frases de efeito.

É claro que alguns conservadorismos característicos da editora não poderiam deixar de ser adotados, como a tradução/adaptação do título da obra - WATCHMEN virou OS VIGILANTES, apresentado em cores vivas e diferentes por edição.

 

Assim como a ausência do logotipo da DC, (afinal gibi da EBAL tem só o nome da EBAL e não se fala mais nisso) e por fim a “limagem” total dos créditos dos autores, pois na editora de São Cristóvão esse ainda era um privilégio reservado apenas aos mestres da tiras de jornais do King Features Syndicate.

As estratégias de divulgação eram bem simples e baratas; Anúncios de página com um cupom para a respectiva encomenda dos exemplares, além de matérias explicativas vinculadas nas colunas "Notícias em Quadrinhos" e "Conversa do Diretor" esmiuçando detalhes sobre complexa trama.

E para finalizar um grande curiosidade, segundo os teóricos da conspiração, um dos motivos que fizeram o Alan Moore romper relações em definitivo com a DC, foi justamente o fato de terem chegado em suas mãos, exemplares da EBAL juntos a outros editados na América Latina.

Alguns dizem que foi engano por parte do setor de licenciamento mundial da editora, outros que foi um funcionário fã do Alan Moore. , mas o fato é que ao constatar que a DC autorizava publicações sem o seu nome na capa pelo mundo afora, o barbudo ficou ainda mais fulo da vida!

 (Fonte: comicvine.com)

 

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