A BELA DA NOITE, DE VERDADE!

24.02.2018

>> "Depois dessa dá até pra sonhar com aquele longa da Vampi pela Hammer Films (!) que nunca saiu do papel. Tem jeito aí, VAM!?"

 

Assim, meu colega do BlackZombie concluiu sua matéria sobre a edição imaginária da Vampirella ilustrada por Rudy Nebres, que eu tive o prazer de contribuir com o design das capas. E foi uma grata surpresa, pois desconhecia que esse filme tivesse sido planejado pela Hammer* com a bela Caroline Munro sendo a protagonista. É claro, que nem preciso dizer a imaginação correu solta nas últimas semanas e portanto agora venho responder: Teve jeito sim, doggma!

Mas antes uma pequena contextualização:

 

Na minha época de moleque, Caroline Munro, era o verdadeiro tesouro de um dos maiores clássicos da Sessão da Tarde, o magnífico "A Nova Viagem de Simbad" (aventura infanto-juvenil carregada de monstrengos do mestre Ray Harryhausen*) e ao mesmo tempo interesse gastronômico dos sanguessugas de duas películas reprisadas sempre a meia-noite, em mais de uma emissora: Drácula no Mundo da Mini-Saia e Capitão Kronos - O Caçador de Vampiros.

 

Anos mais tarde graças a febre das locadoras, reencontrei Caroline outras três vezes: Tentando matar Roger Moore* como a Bond Girl Naomi, de 007 - O Espião Que Me Amava; Se apaixonando por um psicótico Joe Spinell* no violentíssimo O Maníaco. E na melhor delas: Vivendo Stella Star, uma contrabandista espacial envolvida na missão rebelde de destruir a super-arma do maligno “Zarth Arn" e assim salvar toda a Galáxia em Star Crash, “levemente inspirado” no Episódio IV de George Lucas e que apesar disso não parava nas prateleiras, pois muito melhor que ver Hans Solo atirar primeiro, era olhar pra ela vestindo seu "ventilado" traje de guerreira.

 

Com tantas memórias assim, foi fácil buscar referências e inspiração para materializar num um, mas uma nova franquia de filmes Hammer, tendo Caroline Munro como a curvilínea vampira e de quebra ainda escalar alguns convidados muito especiais:

Na época da pré-produção do filme, Caroline mesmo já estando confirmada para o papel, não teria aprovado o excesso de cenas de nudez descritas no roteiro original e assim se desligando do projeto. Mas no imaginário da Batdeira, o decotado maiô ou melhor dizendo biquíni da Stella Star já seria ousado o bastante e a realização da película estaria garantida.

 

Quanto a história, como todo 1º filme de uma franquia, seríamos apresentados a origem da Vampirella, com sua fuga do moribundo Planeta Drakulon e consecutiva chegada à Londres dos Anos 1970.  Onde passaria a ser perseguida por Conrad Van Helsing (Peter Cushing*, é claro!), um caçador de vampiros cego com poderes psíquicos e seu filho Adam, que apesar de seguir os passos do Pai, não a vê como uma inimiga e sim aliada, isso obviamente por estar apaixonado por ela. Acontece que assim como nos quadrinhos da Warren Publishing, Adam é morto e Conrad passa a culpar Vampirella, sem imaginar que o real assassino é ninguém menos que o antagonista da sensacional sequência...

O Conde é um vilão recorrente nos quadrinhos da personagem, promover o confronto de ambos, transformaria esse segundo filme num dos maiores sucessos da Hammer. Obviamente que o escalado para o papel seria Christopher Lee*, dando a Caroline a desforra por "Drácula no Mundo da Mini-Saia" onde ele fez dela, sua primeira vítima.

 

Em princípio sendo perseguida por Van Helsing, Vampirella consegue provar sua inocência e juntos vão pro "tudo ou nada" contra o verdadeiro culpado da morte de Adam. Para isso além de contar com seus poderes, nossa heroína faz uso de um vasto arsenal desenvolvido por Pendragon um ex-feiticeiro, que atua como mago do espetáculo. Ele também é oriundo dos comics e nesse filme acumularia a função de artífice bélico, projetando alguns brinquedinhos mortais para nossa heroína. Ao final da sangrenta batalha Drácula vira pó (outra vez), mas não antes de matar Van Helsing. E sua falta seria sentida quando Vampirella fosse enfrentar outra beldade Hammer:

Valerie Leon protagonizou o quarto e último filme de múmia produzido pelo estúdio londrino. Em "Sangue no Sarcófago da Múmia", baseado num livro de Bran Stocker*, o espírito de uma sacerdotisa egípcia começa a matar cada um dos membros de um grupo arqueológico que profanou sua tumba no passado, para assim recuperar antigos artefatos que reunidos irão possibilitar sua reencarnação no corpo da filha de um deles, que no caso é a Valerie.

 

Ao final, não sabemos se ela conseguiu ou não, ficando ao gosto do espectador. E pelo meu, ela além de concluir a tenebrosa façanha, dará início ao nefasto plano de transformar Londres em seu novo e sombrio império. É claro que a Vampirella não vai querer nenhuma outra manifestação sobrenatural em sua cidade adotiva e portanto o conflito se torna iminente.

 

O bacana de imaginar essa sequência foi ter a chance de homenagear também a atriz Valerie Leon, ela escolhida como segunda opção para o papel de Vampirella, após a recusa de Caroline, também não quis se submeter as cenas de nudez descritas no roteiro. Oque me fez maginar que deveriam ser muitas e sem o subterfúgio da penumbra, já que em ”Sangue no Sarcófago da Múmia" a Hammer tratou de incluir uma.

Além dos seus nove filmes do Drácula, a Hammer conseguiu emplacar outros sete do Frankenstein; No primeiro deles, o monstro foi encarnado por Lee, antes de se consagrar como "O" Conde. Daí imaginar um confronto do anormal com a Vampirella foi muito fácil:

 

Ao final de “A Maldição de Frankenstein” de 1953, a criatura acaba caindo num poço de ácido e se dissolvendo. Mas acontece que desde o começo do filme, oque vemos é o testemunho dos acontecimentos segundo relato do Barão Victor Frankenstein (Cushing, novamente), a um padre, durante seus momentos finais antes de ser levado pra guilhotina. Então para justificar a volta de Lee ao papel, digamos que o Barão simplesmente mentiu! Descobrimos então que a criatura ficou vagando por cerca de um século nas florestas e montanhas até ser encontrada, capturada e exibida como atração principal em um Circo de Horrores.

 

Durante a passagem do Freak Show por Londres, a criatura escapa de seus captores, iniciando uma furiosa série de assassinatos movida por puro ódio contra a raça humana; Logicamente o confronto com Vampirella não tarda à acontecer e ele é brutal, pois Pendagron também se torna uma das vítima do monstro, fazendo a Vampi jurar que será a sua última!

 

Após esses três sensacionais confrontos, a Hammer já imaginava que dificilmente conseguiria propor outro oponente que fosse ainda mais ameaçador, portanto só havia uma maneira de fazer do último filme da série outro campeão de bilheteria: Colocar Vampirella às voltas com uma aspirante disposta a tudo para ocupar seu posto de vampira mais sensual de Londres, a sua irmã Draculina!

Nos quadrinhos da WarrenVampirella ganhou uma irmã gêmea loira chamada Draculina (sério, o nome é esse mesmo), logo na 2ª edição de sua revista em 1969 e aparentemente não agradou muito, visto que só veio reaparecer 40 anos depois. Mas para esse terror, com toques de humor negro, a premissa de uma irmã até então desconhecida, querendo substitui-la seria perfeito! Ainda mais se ela, num primeiro momento se apresentasse meramente como a atriz de um filme, produzido por um certo estúdio, sobre a suposta lenda urbana de que uma vampira tem circulado por quase uma década na cidade enevoada. 

 

Para viver a Draculina nesse exercício de metalinguagem, ninguém melhor do que Barbara Leigh, que se envolveu também de verdade na produção do filme da Vampirella. Ela que já havia trabalhado com Steve McQueen em "Dez Segundos de Perigo", foi a terceira escolhida para o papel e ao contrário de suas antecessoras, topou fazer as proibitivas cenas de nudez. Inclusive participou ativamente da divulgação, posando para fotos, usadas em capas de quadrinhos e aparecendo publicamente em eventos, vestida à caráter, mas para sua infelicidade, os donos da Hammer e Warren se desentenderam e o filme nunca aconteceu.

 

É claro que Barbara não poderia se passar por gêmea loira de Caroline, mas quem se importa? Eu é que não! Esse "detalhe" seria facilmente adaptado no roteiro.

 

Tenho certeza que uma franquia como essa além de elevar ainda mais o status da Hammer Studios dentre os amantes do gênero terror, faria a alegria dos fãs da Caroline, que até hoje acompanham sua carreira e a prestigiam em convenções temáticas de Horror, Fantasia e Sci-fi. E para encerrar, na já conhecida galeria final, adicionei três belos cartazes ilustrados,  de filmes citados anteriormente:

ADENDO:

 

A Hammer Films, atuou de 1935 a 1979 realizando 163 filmes, seus maiores sucessos foram obtidos com o gênero terror entre 1957 e 1974; Quando entrou em decadência migrou para as séries da televisão britânica nos Anos 80. Em 2006 voltou aos cinema, produzindo "Deixe-me Entrar", com Chloë Grace Moretz e "A Mulher de Preto", com Daniel Radcliffe;

 

Ray Harryhausen (1920–2013), é um dos maiores mestres da animação, especializado na técnica do stop motion. Que consiste em articular um boneco, fotografando-o quadro a quadro, num total de 24 por segundo, de modo que vistos em velocidade normal seus movimentos deem a sensação de realidade, ao serem aplicados sobre cenas já filmadas com atores reais. Seu último filme, é um dos mais famosos, Fúria de Titãs de 1981;

 

Bram Stoker (1847-1912), pra quem ainda não sabe, é o criador do Drácula, publicado em 1897, mas ele também escreveu outros livros como “A Joia das Sete Estrelas”, publicado em 1903. No qual foi baseado o filme com Valerie Leon;

 

Peter Cushing e Christopher Leesão duas Lendas do cinema e por consequência do gênero terror, ambos atingiram fama mundial como Van Helsing e Conde Drácula, encarnando os personagens várias vezes, além de inúmeros outros papéis marcantes em suas extensas filmografias:

 

Lee (1922–2015), foi também Fu Manchu e Rasputin na época da Hammer, Conde Dooku em Star Wars e o Feiticeiro Saruman de O Senhor dos Anéis.

 

Cushing (1913–1994), viveu Sherlock Holmes e mais de um Sr. Frankenstein pela Hammer, além de executar a façanha de atuar pós-mortem, já que foi revivido digitalmente no papel de Governador Tarkin em 2016, no filme Rogue One - Uma Aventura Star Wars;

 

Joe Spinell (1936–1989), viveu uma história digna de cinema! Trabalhando como taxista, fez amizade com Francis Ford de Coppola e virou o capanga Willi Cicci de "O Poderoso Chefão", depois foi Gazzo, o patrão agiota do Rocky Balboa, o vilão espacial “Zarth Arn” e assustou todo mundo como o maníaco Frank Zito, personagem que ajudou a escrever;

 

Roger Moore (1927–2017), sabia viver e “deixar morrer”. Ele foi o 007 que mais teve Bond Girls e de quebra ainda realizou as proezas mais mentirosas do cinema. É claro que pra isso ele contava com incríveis carros, como a Lotus anfíbia dessa SEQUÊNCIA, com Barbara Bach e é claro, Caroline Munro!

 ( Fontes: comingsoon.net,comicvine.com / wikipedia.org / Imdb.com / The Godfather: The Coppola Restoration )

 

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